Primeira Viagem à Tailândia. Templos, dicas, locomoção.

E como é estar na Tailândia?

Aqui falaremos um pouco sobre os meios de transporte, dicas de como chegar, curiosidades e o que fazer. Vamos lá?

Como chegar?

Antes de chegar lá é obrigatório ter a vacina contra a febre amarela. A internacional. Sério, se tem uma coisa que pode te fazer perder a viagem e ser mandado de volta DO OUTRO LADO DO MUNDO se chama: VACINA.

Então, não se esqueça. Antes de viajar para a Tailândia, leve sua carteirinha de vacinação internacional. E na chegada, já vai para o local em que é obrigatória a apresentação. Junto com seu passaporte. É sério, não se esqueça. Deu uma pena do pessoal que chegou (depois de 30 horas de viagem) e tinha esquecido. A fila estava maior que a dos que tinham trazido. ANOTA ISSO NA TESTA SE FOR PRECISO.

Aviso dado, então por onde começar?

Sugerimos fortemente que seja por:

Krungthepmahanakhon Amonrattanakosin Mahintharayutthaya Mahadilokphop Noppharatratchaniburiron Udomratchaniwetmahasathan Amonphimanawatansathit Sakkathattiyawitsanukamprasit

– Opa, calma aí parceiro onde é que fica essa coisa aí?

Esse nome imenso não é nada mais que Bangkok ou Banguecoque.

É o maior nome de um local no mundo inteiro. (É bem compreensível que tenha o apelido de Bangkok né?!)

O significado também é gigante, veja:

Bangkok: A cidade dos anjos, a grande cidade dos imortais, a residência do Buda Esmeralda, que é envolta em nove pedras preciosas.  cidade dos deuses reencarnados erguida por por Vishvakarman e ofertada por Indra.

Ufa, isso tudo tem a ver com divindades, com o budismo e é Bangkok.

Voltando à viagem, saindo do Brasil e indo para a Tailândia o lugar mais barato e disponível que você terá será mesmo a capital Bangkok, pois ela é o centro de um hub de aeroportos na Ásia. Aliás uma vez que você chegue lá, é possível voar com companhias low cost para outros destinos da região. $$ 😎

Meios de Transporte

Eu sei que a ideia de andar de Tuc-tuc parece boa, mas eu recomendaria dar preferência aos meios de transporte públicos. (Metrôs, trens, Ônibus).

Exemplo: chegando no aeroporto, você pode descer as escadas, e no subsolo vai encontrar uma estação de metrô. Eu peguei um expresso até a estação Phaya Tai, que era a mais próxima do hostel onde fiquei hospedado.

Usando o transporte público, você evita de cair nos golpes de motoristas de Tuc-tuc ou de taxistas. E quais são estes Golpes?

Golpes

1- O Happy Buddha ( Buda feliz).

Eles tentam te enganar ao passar o troco. Por saber que o turista muitas vezes não está habituado à moeda, eles tentam levar vantagem, muitas vezes até alegam não ter troco. Aí falam, (Oh, happy Buddha’s day). Daí vem o nome.

2- Closed Temples (Templos fechados)

Os motoristas dizem que o templo está fechado. (O que é bem difícil de acontecer na Tailândia, pois mesmo durante uma reforma eles deixam os templos abertos). Assim, te levam para outro lugar a fim de que você escolha, roupas, jóias ou ternos. Eles recebem uma comissão pelo valor que o turista paga nas lojas. Mas o pior é que você turista, acaba perdendo tempo, de férias, passeio, lazer e fugindo totalmente do seu roteiro.

Templos:

Existem vários templos lá. E são um espetáculo a parte, muito lindos. Vale a pena a visita, tanto dentro quanto por fora, bem ornamentados e encantadores.

Particularmente eu gostei mais do Buda Reclinado (Reclined Buddha), são 43 metros de comprimento por 15 metros de altura folheado a ouro. (Vale ou não vale a pena?!). Atrás da estátua do Buda, tem 108 potes de bronze para depositar moedas. Pelo que entendi representam as 108 encarnações que Buda teve até chegar ao Nirvana. Assim, eles acreditam que fazendo isso você terá sorte e afastará os espíritos malignos. O lado bom da história é que se você quiser depositar as moedas não precisa juntar 108 moedas e andar com elas por aí. Você pode comprar por 20 Baths um saquinho com as moedas nas proximidades do templo. Falando nos arredores, não esquece de dar uma olhada, são muito bem feitos e adornados desde o chão, paredes e até o teto.

Há vários templos em Bangkok, minha sugestão é que você escolha pelo menos 3 para ir. Os nomes dos que mais gostei foram: Buda Reclinado (Wat Pho), Buda Esmeralda (Wat Phra Kaew) e o Templo do Amanhecer (Wat Arun). Em quase todos os templos você encontrará a figura dos guardiões, que lembram as carrancas Brasileiras. A ideia deles é afastar os maus espíritos, não tenha medo ok?

Faço ainda uma menção honrosa ao Grand Palace, (complexo de templos) que não pude explorar muito bem devido à grande caravana de tailandeses dando um último adeus ao seu rei (Bhumibol Adulyadej). Falecido em 2016. Percebi que a forma como eles encaram a morte (com uma certa alegria) é bem diferente de nós ocidentais. Apesar de ser um velório Não vi uma lágrima, mas sorrisos, fotos com cartazes do rei, e uma atmosfera de gratidão. Havia uma espécie de procissão que se estendia por vários e vários quilômetros de pessoas a pé aguardando sua vez de entrar no templo e prestar sua última homenagem ao rei que faleceu aos 88 anos. Olha, nem parecia, mas quando estive na Tailândia eles estavam em um ano de luto! Vários, carros, templos e pessoas portavam alguma fitinha preta para demonstrar o luto. Alías foi perguntando o porquê disso que descobri toda essa história. Imagina se estivessem em um ano de festa?!

Atenção:

Para entrar em qualquer templo, é preciso seguir à risca os códigos de vestimenta: Calças, bermudas ou saias mais longas que cubram os joelhos. Blusas e camisas com manga encobrindo os ombros. Não é permitida a entrada se os joelhos ou os ombros estiverem à mostra. Ah, e recomendo ir de chinelo, também não é permitido entrar calçado nos templos. Há uma espécie de sapateira do lado de fora para deixar os calçados. Pelo que percebi pode-se entrar com meias. E digo isso porque há alguns templos em que dependendo da hora do dia e do sol podem ficar com o chão bem quente e as meias ajudam a não queimar seus pés. 😉 vale levar na mochila.

Phuket

Eu cheguei a essa cidade por conta do aeroporto e decidi passar alguns dias nela. A vida noturna é bem mais agitada que o dia. E lá você tem diversos passeios que podem ser agendados nas lojinhas perto das avenidas. Aqui eu recomendo a Por Patcharee, fica no outro lado da rua em frente ao Hard Rock Café e foi super simpática e prestativa. Tem vários passeios lá. Bom, como era um sonho de consumo meu (Bucket List), agendei o Bungee Jump com ela. Na época em que pulei eu estava me recuperando de uma lesão no joelho, além de ter um coração também com alguns probleminhas. Mas eu tinha de fazer para poder dizer: Dor você não domina sobre mim; medo, você também não domina sobre mim. Se eu puder levar essa mensagem de superação já estarei mais do que feliz! Eu sou dos que acreditam que só se vive essa vida uma vez, então temos que aproveitar as oportunidades. Não deixar o medo ou a dor guiarem o nosso caminho. E por isso pulei. Como diria Marcela Taís: “viver é um risco que risca a vida que você não arrisca, minha avó dizia: coloca o medo debaixo do braço e siga”.

Coincidência ou não, após este salto de bungee jump o joelho parou de doer!  😂

Ko Phi Phi ou (Phi Phi)

Se você for à Tailândia e não visitar essas ilhas não vale!

É um conjunto de pequenas ilhas distantes do continente. Só acessíveis por meio de um barco (Ferry boat 2h30m ou lancha rápida 1h). Os pontos de saída mais próximos são Phuket ou Krabi.

O que tem de bom?

É um lugar paradisíaco. Águas cristalinas (com tom esverdeado), areia branca, água do mar quentinha. Bangalôs na beira do mar, piscina de borda infinita! Bananas boat, mergulho, comidas saudáveis… ah e tudo isso a um preço bem barato!

Para ficara hospedado neste paraíso, recomendo fortemente agendar sua estadia com antecedência, sob pena de ficar sem lugar para se hospedar lá. O lugar se tornou famoso por conta do filme – A Ilha – estrelado pelo Leonardo DiCaprio. Que mostrou a beleza do lugar. Assim os turistas foram atrás de saber onde ficava e logo começaram as caravanas de turistas. Ficou ainda mais conhecido após um Tsunami em 2004, exatamente nesta ilha reduzindo-a a escombros.

Ressalto aqui a força de vontade do povo Tailandês. Que mostrou sua garra e coragem e não é que reconstruíram tudo ali? Sério, isso foi um feito e tanto! E agora há um sistema de alarme de Tsunami com a indicação das placas para onde se deve correr a fim de chegar ao ponto mais alto da ilha. Que por sua vez tem uma vista espetacular.

Aliás a ilha toda é bem pequena e deve ser percorrida a pé mesmo. Não é tão fácil se locomover de moto, carro ou similares. O expresso “canelinha” é o melhor.

Mesmo que eu tenha agendado com antecedência o booking derrubou minha reserva, não sei o porquê. Talvez fosse o destino me presenteando com amizades que seriam para toda a vida.

Faço aqui meu agradecimento ao pessoal do Pupawya, que me conseguiram um bangalô perfeito, aconchegante e com vista para a piscina e o mar ao fundo. Ao pessoal do DIVE AOG, com quem fiz o melhor mergulho da vida até agora. (30 metros) Com direito à tartaruga, tubarão, peixes e corais de várias cores. Eles ficam perto do Pupawya. Ao Casal de Canadenses que adotaram um cachorrinho de rua e batizaram de “tac-tac”. Aos demais amigos e amigas da Finlândia e Polônia que incrivelmente sabiam português.

Ao casal Rob e Nat do loveandroad.com que tiveram a coragem de fazer o que muita gente diz que quer fazer mas não faz (inclusive eu). Largar tudo e ir viajar e ainda viver disso! Uau, vocês são demais. Aliás foi nossa conversa de fim de tarde naquele por do sol maravilhoso que me encorajou a abrir um canal no Youtube. Até o momento eu pensava sobre isso, gravava alguns vídeos para depois decidir se um dia iriam ao ar, mas não tinha decidido ao certo o que fazer.

A Deus, que transformou a situação de perda de hospedagem em possibilidade de conhecer esse povo todo e assim ter lições para a vida toda.

Ufa, vou terminando por aqui com lágrima nos olhos por ter essas boas lembranças de lá!

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Sawadee Krap 🙏

(saudação Tailandesa)

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