E sobre a Malásia o que temos a dizer?

Bom pessoal, este post é sobre a grata surpresa que tive ao incluir Kuala Lumpur no meu roteiro de viagem na Ásia.

Kuala Lumpur é a capital da Malásia. (Sim, já fomos até a Malásia) E o primeiro choque para mim foi ver que eles são majoritariamente muçulmanos.

Eu esperava que fossem majoritariamente budistas, tal qual é a Tailândia. Mas não, eles são em sua maioria islâmicos.

Então esta foi a primeira viagem a um país islâmico. Vamos acompanhar?

Sobre o Hijab

Já nos aeroportos é possível ver que as mulheres andam com os trajes típicos muçulmanos. Em sua maioria o Hijab (ou Hijabe) que é só aquele lenço preto semelhante a um véu. A ideia dele é trazer uma cobertura sobre o corpo da mulher. No mundo islâmico isso está associado a privacidade e a modéstia e alguns acreditam que isso traga maior pureza e santidade. Ele é a versão light da burca. Esta já é a cobertura completa dos pés a cabeça normalmente em preto.

Fiquei pensando aqui que se realmente isto traz este significado de “pureza e santidade” então quer dizer que os homens não podem ser puros e nem santos? (é como dizem a maioria das mulheres, os homens não são santos mesmo! 😄) Não vi nenhum homem usando isto.

Sabemos que há a questão religiosa por trás das vestimentas, e por isso resolvi começar a perguntar por lá. (Nada como um turista cara de pau em terras islâmicas). E para minha surpresa descobri que o uso do lenço, além de cultural é também por opção pessoal das mulheres, 100% das mulheres de quem consegui alguma resposta (devido a barreira de linguagem) afirmaram que gostam de usar e usam por gosto, e não por obrigação ou imposição. Na verdade a maioria das mulheres (em Kuala Lumpur) me pareceu usar por querer mesmo e não por imposição religiosa. Infelizmente por conta da barreira linguística (não consigo me comunicar em malaio) só consegui perguntar para algumas atendentes e garçonetes de restaurantes. E mesmo assim, só para aquelas que falavam inglês. Uma delas até tirou o Jihab para mostrar que não havia nada demais. Que não seria punida por isso, mas que usava por gostar!

Eu, continuo me perguntando se no mundo islâmico só há a preocupação sobre a vestimenta das mulheres ou se os homens também teriam algum tipo exclusivo? Ainda não consegui achar a resposta. A propósito além de islâmicos há muitos hinduístas por lá. Talvez por isso consegui conversar melhor com as mulheres do que com os homens. Eles me pareceram muito fechados. Por me faltar conhecimento sobre o mundo islâmico e hinduísta achei melhor não forçar a barra, vai que sem querer eu acabo por ofender algum costume deles?!

E meu relato até aqui foi simplesmente para dizer que – em minha primeira viagem à um país islâmico – as mulheres me pareceram bem livres para usar o véu ou não. Usavam, mais por uma questão de status, tal como se fosse uma joia. Não me pareceram usar por imposição ou por opressão. Assim como não acho que as mulheres cristãs usam jóias por serem oprimidas a se vestirem com ouro, prata ou outras pedras preciosas. Para mim um “mito” foi quebrado. Claro, lembrando que isso se restringe a minha experiência e não a verdade absoluta. Posso estar até errado, mas essa foi minha primeira impressão.

Bom, seguindo pela Malásia, (pela capital Kuala Lumpur), o que mais temos de interessante?

Sistema de transporte.

Para mim o transporte público foi um dos melhores em que já andei. O metrô passa pelo aeroporto e é ligado à rede da cidade, limpo, eficiente e tem o áudio e a escrita da próxima estação em inglês, o que facilita bastante para um turista. Para passar pela catraca é necessário adquirir umas fichas próprias do metrô. O que me parece ser mais durável do que o sistema de cartão em geral. Mas, para o aeroporto é só via Sky train, sendo necessário adquirir o KLIA Express. Aí é no cartão, como conhecemos. Se você tiver moedas, já sabe que se referem ao metrô para a cidade.

Quanto aos ônibus, são relativamente mais caros que o próprio metrô. Eles tem uma tarifa cobrada por distância. Assim, a recomendação que deixo é aliar os dois meios de transporte para se deslocar por lá.

Tecnologia

A Malásia me pareceu ser bem desenvolvida e ter produtos relativamente baratos. Inclusive muitos produtos de informática, celular, maquiagem e lingerie.

Oceanário:

Por falar em tecnologia um lugar que vale muito a pena visitar é o oceanário da cidade.

É bem interativo e tecnológico, eles conseguiram colocar um sistema de luzes e viveiros separados de uma forma que você se sente embaixo d`água. E quando se chega a um determinado ponto dentro do oceanário nem andar você precisa pois o próprio chão vai te levando pelo percurso. Acredito que tenha sido uma tecnologia usada para fazer o fluxo de pessoas andar! Porque é tanta coisa linda, que se deixar por conta das pessoas elas não saem não. Só iriam embora quando fechasse. tem várias e várias espécies de peixes, polvos, lulas, arraias, corais. Realmente valeu a pena. Aprendi um bocado sobre a vida marinha. Sobre um peixe elétrico que solta uma descarga de 450 a 650 volts. Meu Deus, o peixe é uma bateria ambulante! (Por mim os cientistas poderiam fazer um carregador de celular sub-aquático com ele né?!) Foi ali também que conheci o peixe-leão um dos mais bonitos que já vi. Além dos meus “xodó” as arraias, são lindas! Depois de conhecê-las num mergulho agora poderia apreciar com mais tempo. Eu sempre acho que o avião invisível americano foi inspirado nelas (O B2-Spirit). As arraias parecem flutuar pelo mar, invisíveis ao radar de presas e predadores. Inclusive se escondem sob a terra e depois alçam voo novamente. Depois de ver algumas no mergulho, agora pude ver outras sem pressa. Os Polvos e Lulas também me intrigaram, como eles conseguem se achatar tanto?! E como se locomovem se adaptando aos ambientes. Eu achava que a cabeça deles tinha ossos, mas pelo tanto que se achatam cheguei a conclusão que são só músculos, eles conseguem passar por um buraquinho bem pequeno, por exemplo, por um coral, e depois se expandem e chegam a uns 10 metros de diâmetro. É incrível!

E olha que esta foi uma dica de um local, perguntei o que ele recomendaria e ele me falou: Tem o aquário, você pega o metrô, desce na estação KLCC e lá ele ficará perto de um shopping mall. Ainda bem que perguntei, foi um achado e tanto nesta viagem.

Que bela dica ele deu. Confira no link abaixo se vale ou não vale a pena colocar no seu roteiro?

Vou ficando por aqui, porque o post está ficando muito grande, mas voltarei a falar da Malásia novamente. Selemat Tinggal. (isso quer dizer tchau é malaio!)

 

Deixe aqui seu comentário