Então hoje vamos conversar com uma pessoa, no mínimo curiosa. Ela nasceu na Hungria, se passou pela China e vive na Austrália! E recentemente visitou o Brasil e países da América Latina. Converso hoje com a Chris.
Nós nos conhecemos durante uma excursão que começou na Finlândia e acabou na Alemanha, passando pela Rússia. Eu era o único Brasileiro, e ela a única Húngara.
Basicamente nos conhecemos no ônibus. Ela é uma pessoa única com uma grande força de vontade e que consegue se virar muito bem. Tem facilidade em aprender novas línguas e já morou em diferentes países. Ela também tem um animal de estimação, um pequeno cavalo, digo, um cachorro grande. Ele é bem bonito e realmente grande.
Desde aquela viagem nós mantivemos contato até hoje, independente do fuso horário. E ela até mesmo viajou até o Brasil, onde nos reencontramos e colocamos os assuntos em dia. É sempre bom rever amigos. Converso hoje com a Chris.
Como costume nas entrevistas deste blog as cores do texto serão mudadas. eu terei a cor verde, e a Chris a cor vermelha. Vamos lá?!
1- Chris, onde você nasceu e onde vive hoje?
– Nasci em Budapest, na Hungria. Hoje vivo em Brisbane Austrália.
2- Quando você se mudou?
– Eu me mudei quando tinha 6 meses de idade ainda.
3- O que você mais gosta sobre a Hungria?
– A comida e a páprica. As coisas que tem aqui na Austrália não tem o mesmo gosto de lá.
4- O que você mudaria na Hungria se pudesse?
– Eu mudaria a economia. Os baixos salários e altos preços…
5- O que você recomendaria para um turista fazer ou visitar na Hungria?
– Budapeste, ela não é como a maioria das cidades capitais. Há tanta coisa para fazer e ver. Você realmente precisa não ter pressa. A região norte, como Eger tem muito a oferecer.
6- E para a Austrália, você teria algumas recomendações?
– Como qualquer outro país é preciso pesquisar antes de ir para saber os perigos e cuidados que devem ser tomados antes da viagem. Por exemplo, Crocodilos são um grande problema em muitas áreas. Mas a floresta Daintree e a Grande Barreira de Corais (Great Barrier Reef) são lugares incríveis.
7- Falando agora sobre o Brasil, como foi a sua estadia? Nós poderíamos melhorar em alguma coisa? Qual a sua percepção geral, você se sentiu insegura?
– Eu estou feliz em vir e visitar você e amei visitar a amazônia! Mas achei as cidades de São Paulo e Rio desconfortáveis. As primeiras coisas que você ouve sobre elas são notícias de crimes. Foi nos contado muitas histórias (no caminho) que quer sejam verdades ou não só serviram como combustível para alimentar o nosso medo.
8- Eu sei que vocë viu alguns filmes sobre o Brasil, quais tipos de filme? Você lembra o nome de algum?
– Ahn, Cidade de Deus era um deles.
9- E o Brasil que você conheceu era como o retratado nos filmes?
– Eu não fui à favela. Eu queria ir, mas era mais por curiosidade. Ao mesmo tempo poderia ser desrespeitoso para os moradores. E você me fez prometer que não iria lá sozinha. 😆
– Sim de fato eu fiz isso, mas também a pessoa quer ir à Rocinha em época de eleição! (Com todo esse bronzeado, não dava nem para se camuflar como uma local) Em outra época eu até iria contigo, mas no momento não era seguro.
10- Gostaria de falar algo mais? Talvez uma mensagem para o mundo! Que será mantida neste blog.
– Mesmo que eu tenha sido avisada sobre os perigos do Brasil, até pelos guias locais eu recomendo que as pessoas ouçam, mas usem apenas como conselho, não deixem isso ficar muito na sua mente. Se você estiver muito preocupado faça um tour e isso vai te ajudar a curtir mais o passeio. Eu recomendaria visitar mais a Amazônia, é maravilhoso lá. Sei que ela cobre vários países, mas estive do lado brasileiro e peruano e gostei muito.
– Obrigado pela atenção.
– Eu que agradeço pela entrevista.
-Desejo um bom retorno em sua viagem de volta para casa.
E aqui chegamos ao final de mais uma entrevista.
Antes de encerrar gostaria de deixar uma reflexão:
Recentemente a rede Globo fez uma campanha “O Brasil que eu quero”, na qual os brasileiros diziam o que esperavam dos futuros governantes.
Mas, eu quero lançar uma campanha diferente: “Qual é a impressão do Brasil que eu deixo?”.
Vocês viram nesta entrevista que muita coisa sobre violência foi falada e ainda é hoje para os turistas. Inclusive nos filmes a impressão que se tem passado é que o Brasil é um lugar perigoso. Ela citou o filme “Cidade de Deus”, mas eu estendo a lista também para: “Carandiru”, “Tropa de Elite” I e II. “O turista” e por aí vai.
Acho que como brasileiros podemos mudar isso. E falo em especial para os brasileiros que viajam para o exterior, seja a trabalho, seja por turismo, seja para estudos. Qual a impressão do Brasil que você deixa?”.
Se quiser já deixa aí nos comentários qual a impressão que você deixa mundo a fora. E compartilha essa campanha aí com a hashtag #ImpressaoBrasileira
O Brasil tem muitas belezas, naturais, culturais, gastronômicas, e tenho convicção que são maiores do que toda esta onda do medo. Vamos mudar a forma como o Brasil é visto?
Quem sabe da próxima vez eu possa levar os turistas até a Rocinha? (Você me ajuda?).
Em um próximo post falo sobre a experiência de receber turistas no Brasil.
Abraço.
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