Países baixos? O alto padrão da Holanda e sua diversidade

E aproveitando a quarentena, vamos atualizar um pouquinho mais este blog. Uma ótima ideia é rever aquele álbum de fotografias. E nele rever esta, que foi provavelmente uma “viagem para o futuro”, e para um universo cultural! Sim, hoje falaremos da Holanda esse país que ensina tanto em praticamente todos os assuntos.

A Holanda é a terra de Rembrandt e Vincent Van Gogh, grandes nomes da pintura que influenciaram suas épocas e continuam a influenciar até hoje. Aliás, deixarei os links dos principais museus em Amsterdã para que você possa conferir com os próprios olhos. (Aliás dizem que Rembrandt era estrábico e por isso não enxergava tridimensionalmente, mesmo assim o nível de profundidade em suas pinturas impressiona).

Aqui o Link para o museu de Rembrandt:

Aqui o Link para o museu de Vicent van Gogh: 

Quando estive por lá, não era permitido tirar foto das obras. Hoje em dia por meio dos links ali em cima é possível até fazer uma visita virtual e saber da história e conhecer um pouco mais destes pintores. 

Como dica de viagem cito a cafeteria próxima ao museu de van Gogh. A simpatia no atendimento, o aconchego e a possibilidade de tirar foto com as “verdadeiras pinturas”, nas palavras do balconista, valem uma paradinha para um café. Ah, e o menu é traduzido em diversos idiomas.

Menu em várias línguas

Acessibilidade

Outro ponto no qual Amsterdã nos ensina bastante é a acessibilidade. A cidade é bem inclusiva. Além de diversos idiomas no menu de restaurantes, o que por si só já inclui pessoas vindas de outros países. A cidade também apresenta outros aspectos bem inclusivos como por exemplo:

Estes foram apenas alguns exemplos, e como esta temática (acessibilidade) ainda não é muito abordada em blogs de viagem achei por bem trazer este tema. Sabemos que muito mais pode ter sido feito em Amsterdã.

Aliás para quem está planejando a mobilidade urbana de uma cidade um raciocínio bem simples que poderia ser feito é: 

Se é acessível para quem tem maior dificuldade de locomoção, então quem tem mais condições de se locomover também poderá acessar os espaços sem problemas.

A acessibilidade é algo que precisa ser melhor implantando, em especial no Brasil. Os holandeses nos deram um exemplo, que deveria ser pensado e até mesmo copiado em várias outras partes do mundo.

Multimodalidade

E já que trouxemos o tópico de inclusão social, que tal abordarmos também outro tópico, o da multimodalidade? Afinal de contas não adianta ter um ambiente acessível aqui ou outro ponto acessível ali, é preciso que haja integração entre eles. E para uma boa integração os meios de transporte precisam ser complementares entre si.

Isso a Holanda também nos dá um exemplo interessante de integração.

São trams, (VLTs) trens, ônibus, bicicletas e barcos que se complementam no mesmo ambiente. Todos com a acessibilidade feita.

E um bilhete único com o qual você pode se deslocar dentre os diversos meios de transporte que é vendido de acordo com o tempo de uso, e não pontualmente em cada tipo de transporte.

As opções são as mais diversas possíveis, indo desde o bilhete individual de 1 hora de deslocamento, (basicamente uma passagem simples) sem a opção dos barcos. Sendo incrementado até 168 horas (o que equivale a uma semana) podendo incluir barcos também na compra do bilhete de transportes. Em relação às horas, quando passam de 24 horas o bilhete marca também os dias. Assim, fica mais fácil de saber. Então a dica que eu dou é: 

Se você é turista, veja quantos dias ficará na cidade e compre o bilhete que dure este período. Se você vai para estudo ou é morador, veja a opção de bilhetes que incluem os barcos. Esta opção pode te ajudar a chegar ao destino mais rápido.

Outro ponto importante é que se você vem do aeroporto de Amsterdã Schiphol há opções que incluem este serviço e aumentam um pouquinho o valor deste percurso. Agora se você chega e sai de Amsterdã pela central de trens, é possível economizar um pouco não comprando os bilhetes que incluem as linhas que levam ao aeroporto. (Reparem que até o transporte aéreo está sendo integrado na malha viária da cidade).

Estação Central de Amsterdã

Um pouco mais de integração dos transportes.

Bom, vale lembrar que estamos falando dos países baixos, e o que isso quer dizer? Quer dizer que as “Holandas” (do norte e do sul) foram unificadas e se situam abaixo do nível do mar. Daí vem o nome “países baixos”. Sim, os Holandeses aterraram e ganharam espaço sobre o mar e também sobre os rios em boa parte territorial. É por isso que o transporte fluvial é tão importante para eles. E por isso recomendo fazer pelo menos um tour de barco. Eles possuem um sistema parecido com o do canal do Panamá, em que se enchem e esvaziam comportas. Assim conseguem igualar os níveis de água para transitarem com os barcos. Por serem muito menores que o sistema do canal do Panamá (este com 77 km de extensão) Em Amsterdã ficou bem rápido o uso das comportas de água para nivelar os rios! (Para saber mais sobre isso visite nosso post sobre o Panamá). Lembrando sempre que acima dos rios há o transporte terrestre. Para explicar melhor veja as fotos tiradas de dentro de um barco turístico.

Bicicletas

As bicicletas constituem o principal meio de transporte individual na Holanda, com toda essa integração não é difícil alugar uma bicicleta e pedalar pelo país. Aliás outra grande ideia dos holandeses foi fazer as ciclovias separadas da parte dos pedestres. As bicicletas são respeitadas como se fossem carros em rodovias e essa separação se dá para possibilitar aos ciclistas desenvolverem uma viagem mais confortável sem ter de parar o tempo todo por conta de pedestres atravessando. Aliás o ciclismo é tão levado a sério que há detectores de movimento e câmeras de vigilância em torno das ciclovias. Caso um pedestre atravesse fora do local indicado para travessia uma buzina bem alta é acionada e é até possível que o pedestre seja multado. Você acha que parece um exagero? Mas esta é a melhor forma de lidar com tantas integrações, afinal esta é uma medida para evitar atropelamento por bondes, trens, bicicletas, ônibus etc. Inclusive há mais estacionamentos para bicicletas do que para carros em Amsterdã.

Fontes Energéticas

Outro ponto que chama bastante atenção na Holanda é que sua matriz energética é bem diversificada. Em virtude de ser uma planície com pouca alteração de relevo não se veem tantas hidrelétricas, aliás, é até mais seguro para os holandeses evitarem hidrelétricas, afinal em caso de um rompimento de barragem e uma inundação, isso poderia devastar todo o local de uma só vez. Além disso hidrelétricas normalmente precisam de grandes áreas alagadas o que a Holanda não dispõe muito.

Por esta razão suas fontes principais ainda são: gás natural, óleo, carvão e também o uso de energia solar, eólica e por fim a nuclear.

Vale a pena lembrar que a Holanda também é conhecida pelos moinhos de vento que ficam na região das tulipas. Então desde muito tempo atrás o país já tinha essa vocação para sustentabilidade.

Um lugar para todos

Um país que pensa em inclusão social, turística, integração de meios de transportes, tem uma arquitetura que favorece as pessoas e ainda tem grande tolerância entre a diversidade de: pensamentos, crenças e opiniões, é um lugar para todos. E a Holanda é exatamente isso. tem lugar para todos os credos: judeus, islâmicos, cristãos, budistas, ateus e muitos outros. Ninguém vai te julgar pela sua forma de pensar. Mas não atravesse em lugar proibido, lembre-se lugar para todos, significa todos que respeitam as leis e regras do bom convívio social. Talvez seja por isso que escolheram a cidade de Haia para ter um Tribunal penal Internacional. Este tribunal julga pessoas e não as nações e tem representação em 123 países, neles incluindo o Brasil. Talvez essa natureza integrativa e social ajude nos julgamentos que lá acontecem. Vou ficando por aqui até a próxima.

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História

Rômulo Lucena Visualizar tudo →

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